Pular para o conteúdo principal

CG One

Blog CG One

Insights valiosos para ajudar a proteger o seu negócio.

AlgoSec Horizon: a plataforma de conectividade segura de aplicações para ambientes híbridos

Conheça como o AlgoSec Horizon unifica a gestão de políticas de segurança, automatiza mudanças de firewall, amplia a visibilidade em ambientes híbridos e simplifica a governança de aplicações em uma única plataforma. 

Por que ter mais ferramentas de segurança não resolveu o problema?

Às 22h de uma terça-feira, uma aplicação que atende cliente final para de responder. Em quinze minutos, quatro times estão na mesma call. O time de rede olha uma tabela de rotas. O time de segurança olha uma regra de firewall. O time de nuvem olha um security group. Alguém tenta descobrir quem é o dono da aplicação. Cada um tem dados corretos. Nenhum tem a história inteira.

Três horas depois o serviço volta. E a pergunta que ninguém faz em voz alta é: quantas dessas noites são falta de ferramenta — e quantas são excesso de ferramentas que não se falam?

Porque o problema deixou de ser cobertura e passou a ser contexto. A maior parte das empresas que atendemos já tem firewall de próxima geração, controle de nuvem, SDN, CMDB, ITSM e um portfólio respeitável de consoles. O que falta não é mais um ponto de aplicação — é o fio que liga política, aplicação, risco, aprovação e evidência na mesma frase.

A lógica do “best of breed” fazia sentido quando cada domínio era estável e separado. Escolhia-se o melhor para cada função e pronto. Só que a aplicação deixou de morar em um lugar. Ela nasce no data center, cresce em duas nuvens, depende de um parceiro externo e é acessada remotamente. A política que sustenta essa aplicação está espalhada por seis lugares e a intenção original está na cabeça de quem aprovou o chamado dezoito meses atrás.

O resultado é o que chamamos de best of silos: cada ferramenta resolve bem a sua parte e cria três problemas novos.

Reconciliação manual de dados. Alguém precisa exportar, cruzar e interpretar planilhas para responder a perguntas que deveriam ser triviais.

Pontos cegos de visibilidade. Ninguém sabe dizer, com uma consulta, quais políticas sustentam a aplicação mais crítica da empresa.

Evidência de auditoria montada às pressas. A cada ciclo de auditoria, o time reconstrói o que mudou, quem aprovou e por que — a partir de sistemas diferentes e memórias diferentes.

O que é conectividade segura de aplicações?

É trocar a pergunta que guia a operação. Sai “qual regra de firewall precisa mudar?” e entra “qual aplicação precisa de conectividade, quem é o dono dela, qual risco essa mudança introduz e como comprovo que o processo foi governado?”

A diferença parece semântica e não é. Quando a unidade de trabalho é a regra, o time trabalha em objetos técnicos desconectados do negócio. Quando a unidade de trabalho é a aplicação, cada decisão carrega junto o dono, a criticidade, a dependência e o risco aceito. É a mesma mudança que a observabilidade provocou em operações de TI: os dados sempre estiveram lá; o que faltava era o contexto que os torna acionáveis.

Na prática, isso se organiza em um ciclo contínuo de cinco etapas:

  1. Descobrir — mapear aplicações, dependências, objetos, zonas e fluxos.
  2. Analisar — avaliar políticas, risco, impacto no tráfego e compliance *antes* da mudança chegar à produção.
  3. Orquestrar — rotear solicitação, aprovação, implementação e validação por workflows padronizados.
  4. Aplicar — manter controles consistentes em on-premises, nuvem e ambientes híbridos.
  5. Comprovar — manter evidência auditável viva, em vez de reconstruída.

O que é o AlgoSec Horizon?

O AlgoSec Horizon é a plataforma unificada de conectividade segura de aplicações da AlgoSec, parceira da CG One desde 2008. Capacidades que o mercado conhecia como produtos separados agora operam como módulos de uma mesma plataforma, compartilhando o mesmo contexto de aplicação:

Horizon Security Analyzer — visibilidade da rede híbrida, análise “what-if”, identificação de regras arriscadas e gaps de compliance.

Horizon FireFlow — automação e orquestração de mudanças de política, com análise preventiva de risco e trilha de aprovação.

Horizon AppViz — descoberta e mapeamento de aplicações, dependências, fluxos e donos.

Horizon ACE — segurança de rede em nuvem para ambientes multicloud, sob o mesmo modelo de governança do data center.

Horizon ObjectFlow — governança de objetos de rede, atacando duplicidade, inconsistência e objetos órfãos.

Para quem já usa AlgoSec, o ponto importante: isso não é uma migração. É o mesmo investimento, agora conectado. O que o Firewall Analyzer via, o Horizon Security Analyzer continua vendo. A diferença é que agora essa análise alimenta diretamente o workflow de mudança, o contexto de aplicação e a evidência de compliance, sem passo manual entre eles.

Automatizar mudança de política é seguro?

É seguro quando a automação é consciente de risco e perigoso quando não é. A pergunta certa não é “automatizar ou não”, e sim “o que é validável com segurança”.

O modelo que funciona começa pequeno e por baixo: identificar os tipos de mudança repetíveis e de baixo risco, definir critérios objetivos de validação e automatizar só esses. Toda exceção, mudança sensível ou pedido fora do padrão, continua passando por governança humana, só que agora com análise de risco pronta na mesa, em vez de reconstruída pelo analista.

O ganho não é apenas velocidade. É previsibilidade: menos retrabalho, menos rollback, menos mudança aprovada com contexto incompleto.

Como isso muda a preparação para auditoria?

Muda porque a evidência deixa de ser um projeto e passa a ser um subproduto do trabalho. Quem aprovou, o que mudou, por que mudou, qual risco foi aceito e qual controle foi aplicado ficam registrados quando a mudança acontece.

Para as empresas brasileiras, isso conversa diretamente com o que já é cobrado: demonstrar controle sobre dados pessoais sob a LGPD, sustentar política de segurança cibernética e gestão de incidentes nas exigências do Banco Central para instituições financeiras, atender aos requisitos de segurança cibernética do setor segurador junto à SUSEP e responder a pedidos de comprovação da ANPD. Em todos esses casos, a diferença entre uma auditoria tranquila e uma auditoria cara é ter a trilha viva ou ter que reconstrui-la.

Por onde começar

O erro mais comum é imaginar que essa transformação exige um projeto de plataforma de longo prazo. Na prática, o maior ganho costuma aparecer quando a empresa deixa de olhar para tecnologias isoladas e passa a enxergar a conectividade a partir das aplicações que sustentam o negócio.

O primeiro passo não é substituir ferramentas nem iniciar uma migração em massa. É entender como uma aplicação crítica funciona hoje: quais políticas a suportam, quais dependências existem entre ambientes on-premises e multicloud, onde estão os riscos operacionais e quanto esforço a operação consome para manter esse ecossistema funcionando.

Com esse diagnóstico em mãos, fica muito mais simples definir prioridades, eliminar gargalos e identificar onde a automação realmente gera valor. A tecnologia deixa de ser um conjunto de consoles independentes e passa a operar como uma plataforma conectada, orientada por contexto.

É exatamente nesse ponto que a combinação entre AlgoSec Horizon e a experiência da CG One faz diferença. A plataforma oferece uma visão unificada da conectividade segura de aplicações, enquanto a CG One apoia toda a jornada de adoção — do assessment inicial à implementação, governança contínua e evolução da operação.

Com mais de 43 anos de atuação em tecnologia, 8 mil projetos entregues e mais de 250 certificações técnicas, ajudamos organizações a transformar ambientes complexos em operações mais eficientes, seguras e preparadas para crescer.

Quer entender como esse modelo se aplica ao seu ambiente? Agende uma conversa com nossos especialistas e descubra quais oportunidades de simplificação, automação e redução de riscos existem hoje na sua operação.

Leia outros artigos