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Brasil sofre mais de 3 bilhões de tentativas de ciberataques só no primeiro trimestre de 2021

Ameaças de malware se espalham de diferentes formas por dispositivos ao redor do mundo e continuam representando um dos principais inimigos da segurança cibernética.

Ameaças de malware se espalham de diferentes formas por dispositivos ao redor do mundo e continuam representando um dos principais inimigos da segurança cibernética.

O que você vai ler hoje:

30 milhões de dispositivos Dell sofrem com vulnerabilidades de alta gravidade

Quatro vulnerabilidades de alta gravidade podem permitir que invasores realizem execução arbitrária de código em ambientes de pré-inicialização de alguns dispositivos Dell, descobriram, recentemente, pesquisadores de cibersegurança.

Tais ameaças afetam cerca de 30 milhões de endpoints da Dell em todo o mundo.

Ao todo, são 129 modelos de laptops, tablets e desktops vulneráveis aos bugs – incluindo dispositivos corporativos e de uso pessoal protegidos pelo padrão de segurança da Dell, que visa assegurar que um dispositivo seja inicializado apenas por softwares confiáveis. As ameaças permitem que cibercriminosos contornem essas proteções, controlem o processo de inicialização do dispositivo e subvertam o sistema operacional e os controles de segurança de camadas superiores.

Atualmente, a pontuação desses bugs no Common Vulnerability Scoring System (CVSS, que avalia a gravidade das vulnerabilidades de segurança) acumula 8,3 de um total de 10 pontos.

Trata-se de mais um indicativo de como cibercriminosos podem transformar soluções de segurança em armas, uma vez que as ameaças, na verdade, exploram processos de atualização remota que visam tornar o mais fácil possível para clientes Dell manterem seu firmware atualizado.

Porém, como pontuam os pesquisadores, em relatório, “a combinação da capacidade de exploração remota com altos privilégios provavelmente tornará a funcionalidade de atualização remota um alvo atraente para invasores no futuro”.

Ataques à indústria de games cresce mais de 300% em 2020

Os ataques à indústria de videogames dispararam durante a pandemia, com ataques a aplicativos da web crescendo impressionantes 340% ao longo de 2020.

De acordo com o relatório “Gaming in a Pandemic”, são mais de 240 milhões de ataques só no ano passado – e um aumento de 415% nos ataques a aplicativos da web na indústria de jogos desde 2018.

Além disso, ataques de preenchimento de credenciais cresceram 224% durante a pandemia.

Um dos principais motivos para esse “boom” no setor é o dinheiro. De acordo com uma análise citada no relatório, o mercado global de games deve atingir US$ 175 bilhões de faturamento em 2021 – uma fonte altamente rentável para diversos tipos de ameaças, seja contra empresas ou usuários de jogos online.

Outro motivo que favorece os ataques é a maior adesão a jogos online durante a pandemia, e a vulnerabilidade crescente de dispositivos pessoais ou corporativos em função do modelo de trabalho remoto.

Campanhas direcionadas que visam explorar essa combinação de fatores já fizeram vítimas entre usuários da Steam e do Discord, por exemplo. Mas os ataques a plataformas de gaming promete ser ainda mais rentável, uma vez que as transações financeiras para aquisição de skins ou recursos para melhorias dentro dos jogos, por exemplo, é muito incentivada e comum entre os jogadores.

Malware de mineração usa modo de segurança do Windows para infectar dispositivos

Pesquisadores descobriram uma variedade de malware de mineração de criptomoedas que explora o modo de segurança do Windows durante os ataques.

Apelidado de Crackonosh, a ameaça se espalha por meio de softwares pirateados e crackeados, frequentemente encontrados em torrents, fóruns e sites na dark web.

O Crackonosh está em circulação pelo menos desde junho de 2018, de acordo com especialistas em segurança: a vítima executa um arquivo que acredita ser uma versão crackeada de um software legítimo e o malware é implantado no dispositivo.

A cadeia de infecção começa com a queda de um instalador e um script que modifica o registro do Windows para permitir que o principal executável do malware seja executado no modo de segurança. Em seguida, o sistema infectado é configurado para inicializar no modo de segurança na próxima inicialização do sistema.

“Enquanto o sistema Windows está em modo de segurança, o software antivírus não funciona”, dizem os pesquisadores. O Crackonosh, então, uma vez instalado, verificará a existência de antivírus e tentará desativá-los ou excluí-los. Depois, os arquivos do sistema de log são apagados para cobrir os rastros da ameaça.

Aproximadamente 1.000 dispositivos estão sendo atingidos a cada dia e mais de 222.000 máquinas foram infectadas em todo o mundo. No geral, pesquisadores acreditam que o Crackonosh tenha gerado pelo menos 2 milhões de dólares para seus operadores, com mais de 9.000 moedas XMR sendo mineradas até o momento.

Brasil sofreu mais de 3 bilhões de tentativas de ciberataques só no começo de 2021

O Brasil sofreu mais de 3,2 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos só no primeiro trimestre de 2021, de acordo com uma pesquisa realizada por uma desenvolvedora de soluções de segurança da informação.

Além disso, o país lidera o ranking de ameaças sofridas na América Latina, segundo o relatório “Threat Intelligence Insider”.

No começo de 2021, mostram os pesquisadores, houve um aumento significativo na distribuição de malwares via web, muito provavelmente por conta do aumento do uso de redes sociais como plataformas de campanhas de malware e de phishing. O WhatsApp e o Facebook também foram dois aplicativos altamente afetados pelo aumento de ameaças, que geralmente têm início na distribuição de phishing, antes de evoluir para disseminação de malware.

Outro dado identificado pelo estudo é que, durante o primeiro trimestre, foram feitas diversas tentativas de execução de código remoto a roteadores e redes domésticas.

Essas ameaças são reflexo direto da adoção de um modelo de trabalho remoto, por conta da pandemia, que deixa dispositivos pessoais e corporativos excepcionalmente vulneráveis.

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